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Escapadinha a Chefchaouen, a cidade azul de Marrocos

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Que tal uma escapadinha até à cidade azul de Marrocos, a famosa Chefchaouen? A partir de Lisboa é uma viagem perfeitamente fazível em dois ou três dias, combinando estrada, ferry e transportes locais — e é muito mais barata do que parece.

De Lisboa a Algeciras e o ferry para Ceuta

Fui de Lisboa até Algeciras, no sul de Espanha, onde pernoitei num hotel perto do porto de onde partem os ferries — marquei à última hora e consegui um quarto duplo por um preço simpático, sem pequeno-almoço.

Na manhã seguinte dirigi-me ao porto e comprei os bilhetes diretamente no guichet: há várias companhias a fazer a travessia, pelo que é só escolher o horário que mais convém. Como já tinha sondado os preços e havia um barco a partir dali a 30 minutos, comprei logo um bilhete de ida e volta, sem data de regresso definida.

A travessia do Estreito de Gibraltar é curta e, com sorte, ainda se avistam golfinhos pelo caminho.

A fronteira e o caminho até Chefchaouen

Chegada a Ceuta, apanhei um táxi até à fronteira com Marrocos, uma viagem de uns dez minutos. Para passar basta preencher o formulário que distribuem no ferry ou na própria fronteira e mostrar o passaporte válido — e olá, Marrocos!

Logo na passagem da fronteira existem multibancos e casas de câmbio, por isso não é preciso levar dirhams de Portugal. À saída há vários táxis; optei pelo táxi partilhado até Tétouan, uma carrinha de seis lugares que faz os cerca de 30 km em 45 minutos por um preço muito baixo.

Fiquei surpreendida com esta parte norte de Marrocos: muito limpa, bem organizada e com belas paisagens de montanha. De Tétouan segui de autocarro da companhia CTM até Chefchaouen, mais 90 km e cerca de hora e meia de viagem.

Onde ficar e o que ver na cidade azul

Reservei uma guest house na medina ainda durante a viagem de ferry: quartos ao género marroquino, limpos, funcionários muito simpáticos e um pequeno-almoço delicioso. Ficar dentro da medina é a melhor opção para sentir a cidade ao acordar.

Chefchaouen vive-se a andar: percam-se pelas ruelas pintadas em todos os tons de azul, subam à mesquita espanhola para o pôr do sol sobre a cidade e a região do Rif, e reservem tempo para a praça Outa el-Hammam e as suas esplanadas.

  • Medina azul — o coração da cidade, ideal de manhã cedo, antes das excursões;
  • Mesquita espanhola — o melhor miradouro, a cerca de 30 minutos a pé;
  • Cascatas de Ras el-Maa — onde os locais lavam roupa e as crianças brincam;
  • Souks — couro, lã e especiarias, com regateio sempre sorridente.

O regresso e quanto custam os transportes

No regresso, para não ficar dependente do horário do autocarro até Tétouan, preferi o táxi partilhado; e de Tétouan até à fronteira, já com alguma pressa, acabei num táxi privado — mais caro, mas direto. Quem tiver tempo pode continuar de Chefchaouen até Fez: o autocarro demora cerca de quatro horas e meia.

TrajetoMeioDuração aproximada
Lisboa → AlgecirasCarro ou autocarro6–7 horas
Algeciras → CeutaFerry1 hora
Ceuta → fronteiraTáxi10 minutos
Fronteira → TétouanTáxi partilhado45 minutos
Tétouan → ChefchaouenAutocarro CTM1h30
Chefchaouen → Fez (opcional)Autocarro4h30

Os preços dos táxis e autocarros locais são muito acessíveis — na altura, todos os trajetos em Marrocos ficaram por alguns euros cada. Confirmem sempre o valor antes de entrar no táxi e levem notas pequenas de dirham. Chefchaouen é das escapadinhas mais fotogénicas e baratas que se podem fazer a partir de Portugal.

Ruela azul da medina de Chefchaouen com vasos de flores
Uma ruela da medina azul de Chefchaouen

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