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Roteiro de 14 dias pelo Médio Oriente: Israel, Palestina e Jordânia

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Partilho o meu roteiro de 14 dias pelo Médio Oriente, entre Israel, Palestina e Jordânia: duas semanas intensas entre praias do Mediterrâneo, cidades sagradas, deserto e uma das sete maravilhas do mundo.

Dias 1–3: Tel Aviv e o Norte de Israel

Cheguei a Israel de madrugada. No controlo de passaportes fizeram as perguntas habituais — motivo da viagem, duração, o que ia visitar — e entregaram um papel azul que deve acompanhar o passaporte durante toda a estadia. Para a cidade, o comboio do aeroporto até ao centro de Tel Aviv é rápido e barato; o táxi é mais cómodo, mas bem mais caro.

O primeiro dia foi para descansar na zona da praia e, ao fim da tarde, fazer um free walking tour por Old Jaffa — uma ótima maneira de conhecer o local, contribuindo no final com o valor que cada um puder.

No segundo dia levantei o carro alugado e segui para norte: Cesareia Marítima, construída pelo rei Herodes em homenagem a César Augusto; a cidade murada de Acre; e as grutas de Rosh Hanikra, formadas pelo mar na rocha calcária mesmo na fronteira com o Líbano. Pernoitei em Haifa.

O terceiro dia foi cheio: os Jardins Bahá'í de Haifa, a cidade artística de Safed, a casa de Pedro e a sinagoga de Cafarnaum, Tabgha (milagre da multiplicação), Tiberíades e o Yardenit no rio Jordão, terminando na Basílica da Anunciação em Nazaré. Recomendação: quem puder, faça este percurso em dois dias.

Dias 4–5: Jerusalém e Belém

O quarto dia foi dedicado a Jerusalém com dois tours: de manhã a Cidade Antiga, entrando pelo Portão de Jaffa e percorrendo os quarteirões arménio, judeu, muçulmano e cristão; à tarde o Monte das Oliveiras, descendo pela Via Dolorosa até ao Portão de Damasco.

No quinto dia fui de carro até Belém, na Palestina, conhecer a cidade e o local onde nasceu Jesus. De regresso a Jerusalém, visitei o memorial do Holocausto Yad Vashem, a Cidadela, o Túmulo do Rei David e o local da Última Ceia.

Quem vai de carro para Jerusalém deve contar com o estacionamento: deixei o meu num parque recomendado pelo hostel, com tarifa diária — conduzir dentro da cidade antiga não é opção.

Dias 6–7: o deserto do Negev e a passagem para a Jordânia

Rumei a sul pelo deserto do Negev, que ocupa cerca de 60% do território de Israel, e pernoitei em Mitzpe Ramon, a 860 metros de altitude, com vista para a cratera de Ramon. No dia seguinte continuei até Eilat, no Mar Vermelho, e deixei o carro no parque gratuito junto à fronteira com a Jordânia.

A saída de Israel foi pacífica, com algumas perguntas e uma taxa de saída a pagar. Já do lado jordano, como tinha adquirido previamente o Jordan Pass — que inclui o visto e a entrada em mais de 40 atrações, incluindo Petra e Wadi Rum — não paguei visto na fronteira. De táxi, segui para Aqaba para uma tarde de dolce far niente à beira do Mar Vermelho.

Dias 8–10: Petra e o deserto de Wadi Rum

Negociei com um taxista local os transfers para os dias seguintes — ao todo, os táxis na Jordânia ficaram por um valor semelhante ao que pagaria por um carro alugado mais combustível, com a vantagem de não conduzir.

O dia em Petra começou bem cedo: percorri o desfiladeiro de 1,7 km até ao Tesouro (Al Khazneh) e depois subi os mais de 800 degraus até ao Mosteiro (Ad-Deir) — duro com o calor, mas vale cada degrau. À noite assisti ao espetáculo Petra by Night, que não está incluído no Jordan Pass e se paga à parte.

Segui depois para o deserto de Wadi Rum, onde recomendo fazer o tour de jipe logo à chegada: o deserto é lindíssimo e o passeio de várias horas passa pelos pontos mais bonitos. Dormi num acampamento beduíno no meio do deserto — experiência inesquecível.

Dias 11–14: Massada, Mar Morto e o regresso a Tel Aviv

De volta a Israel, retomei o carro e segui para Massada e o Mar Morto, onde flutuar naquela água densa é das sensações mais estranhas e divertidas de qualquer viagem. Os últimos dias foram para Tel Aviv: o Carmel Market, a colónia americana e alemã, a White City classificada pela UNESCO, o Rothschild Boulevard e o mercado das pulgas de Jaffa.

DiasBaseDestaques
1–3Tel Aviv / HaifaJaffa, Cesareia, Acre, Rosh Hanikra, Galileia
4–5JerusalémCidade Antiga, Monte das Oliveiras, Belém, Yad Vashem
6–7Negev / AqabaCratera de Ramon, Eilat, Mar Vermelho
8–10Petra / Wadi RumTesouro e Mosteiro, tour de jipe no deserto
11–14Mar Morto / Tel AvivMassada, flutuação, cidade branca e mercados

Notas práticas finais:

  • O Jordan Pass compensa claramente para quem visita Petra — inclui o visto e mais de 40 atrações;
  • Nas fronteiras terrestres convém levar dinheiro trocado para as taxas de saída e entrada;
  • Em Israel os transportes públicos param no Shabat (de sexta ao pôr do sol de sábado) — planeiem essas deslocações com antecedência;
  • Nos tours de free walking tour o valor é livre, mas a contribuição final ao guia é esperada.
Fachada do Tesouro de Petra escavada na rocha arenosa
O Tesouro (Al Khazneh), em Petra, no final do desfiladeiro

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