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Islândia: como preparar uma viagem a um dos países mais caros do mundo

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A Islândia era uma viagem de sonho que fui adiando por causa do preço elevado dos voos e do custo de vida do país. Até que uma pesquisa de voos me mostrou tarifas mais acessíveis e decidi que era a altura certa. Com o voo comprado, começou uma das minhas partes favoritas: organizar a viagem.

Voos: o maior custo a controlar

O voo é normalmente a maior fatia do orçamento para a Islândia. A comparação entre companhias e agregadores é essencial, e há duas armadilhas clássicas: as tarifas sem bagagem de porão das low-cost e as taxas de reserva que só aparecem no último passo do pagamento.

As minhas regras: comparar sempre o preço final com bagagem incluída, verificar o site da própria companhia antes de reservar num intermediário e ter flexibilidade de datas — sair a meio da semana faz muita diferença.

Alugar carro: a melhor forma de conhecer o país

Depois de ler vários blogs e roteiros sobre a Islândia, decidi que a melhor maneira de descobrir o país era alugar um carro — e assim foi. A Ring Road (estrada circular n.º 1) liga a maioria das atrações e conduzir na Islândia é fácil, embora o tempo possa mudar em minutos.

Comprei o seguro complementar e recomendo-o: li em vários relatos que as franquias do seguro básico são bastante elevadas, e entre cinza vulcânica, gravilha e vento que arranca portas, preferi não arriscar.

  • Verifiquem se o seguro cobre danos de gravilha, cinzas e tempestade de areia;
  • Nunca abram a porta sem a segurar — o vento islandês não perdoa;
  • As estradas F (interior) exigem jipe 4x4 e têm regras próprias;
  • Abastecimento: encham o depósito sempre que puderem fora dos núcleos urbanos.

Alojamento: hotéis, guesthouses ou campismo

Inicialmente pensei em campismo com uma ou outra noite em hostel ou B&B, mas depois de muito pesquisar consegui bons preços em alojamento com pequeno-almoço — e assim não tive de levar metade da bagagem ocupada com material de campismo.

Para quem prefere acampar: o campismo é muito popular e os parques estão bem equipados, embora quase tudo se pague à parte (chuveiro, eletricidade, máquina de lavar). O campismo selvagem tem regras restritas — na prática, usem os parques de campismo oficiais. Também é possível alugar o material de campismo já na Islândia.

Como poupar no dia a dia no país mais caro

A Islândia continua a ser um dos países mais caros do mundo, sobretudo para comer fora. A minha dica de ouro: levar na mala uma «despensa» básica — pacotes de batatas fritas, bolachas, chocolates, pão de forma, conservas, leite UHT e chá. Ao fim de duas refeições de restaurante por dia, a poupança é enorme.

ItemComo poupar
VooFlexibilidade de datas e comparar preço final com bagagem
CarroReservar com antecedência; seguro complementar compensa
AlojamentoGuesthouses e hostels com cozinha; campismo no verão
ComidaSupermercado (Bónus, Krónan) e refeições próprias
ÁguaA da torneira é excelente — levem garrafa reutilizável
AtraçõesA maioria das cascatas e paisagens é gratuita

Mais duas poupanças fáceis: a água da torneira islandesa é das melhores do mundo (a engarrafada é exatamente a mesma) e quase todas as grandes atrações naturais — cascatas, praias de areia negra, glaciares à distância — não cobram entrada.

A Islândia é cara, mas com estes cuidados deixa de ser um bicho de sete cabeças. E garanto: cada euro vale a pena.

Cascata islandesa entre rochas verdes e musgo
Uma das muitas cascatas gratuitas da Islândia

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